O mangá (português
brasileiro) ou manga (português
europeu) é a palavra usada para designar as histórias em
quadrinhosfeitas no estilo japonês. No Japão, o termo designa quaisquer
histórias em quadrinhos.
Vários
mangás dão origem a animes para exibição na televisão,
em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que
os animes tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou
de ilustrações.
Estilos
Para os
japoneses as histórias em quadrinhos são leitura comum de uma faixa etária bem
mais abrangente do que a infanto-juvenil. A sociedade japonesa é ávida por
leitura e em toda parte vê-se desde adultos até crianças lendo as revistas.
Portanto, o público-consumidor é muito extenso, com tiragens na casa
dos milhões e o desenvolvimento de vários estilos para agradar a todos os
gostos.
Por isso
os mangás são comumente classificados de acordo com seu público-alvo.
Histórias
onde o público alvo são meninos — o que não quer dizer que garotas não devam
lê-los — são chamados de shounen (garoto
jovem, adolescente, em japonês) como One
Piece, Naruto, Bleach etc. e tratam normalmente de histórias de
ação, amizade e aventura.
Histórias
que atualmente visam meninas são chamadas de shoujo (garota jovem em
japonês) e têm como característica marcante as sensações e sensibilidade da
personagem e do meio (também existem garotos que leem shoujo.) como Nana.
Além
desses, existe o gekigá, que é uma corrente mais realista voltada ao
público adulto (não necessariamente são pornográficos ou eróticos) como, por
exemplo Lobo Solitário e ainda os gêneros seinen para
homens jovens e josei para mulheres. Os traços típicos encontrados
nas histórias cômicas (olhos grandes, expressões caricatas) não são encontrados
nessa última corrente.
Existem
também os pornográficos, apelidados hentai. As
histórias yuri abordam a relação homossexual feminina e
o yaoi (ou Boys Love)
trata da relação amorosa entre dois homens, mas ambos não possuem
necessariamente cenas de sexo explícito.
Os edumangás que
são mangás didáticos voltados para o ensino de diversas matérias.
Publicação
A ordem
de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da
capa do livro com a brochura à sua direita (correspondendo a
contracapa ocidental), sendo a leitura das páginas feita da direita para a
esquerda. Alguns mangás publicados fora do Japão possuem a configuração
habitual do Ocidente.
Além
disso, o conteúdo é impresso em preto e branco, contendo esporadicamente
algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel
reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa.
Críticas
Uma
crítica comum aos mangás feita por ocidentais é a de que são excessivamente
violentos e pornográficos ou eróticos. Contudo, segundo Frederik L. Schodt,
esse tipo de generalização está longe da verdade, ainda que ele admita que há
sim mangás em que a pornografia e a violência são excessivos. Para ele,
esse tipo de generalização habitualmente ignora as origens dos quadrinhos
japoneses no ukiyo-e e
no kibyoshi, que costumavam retratar cenas eróticas ou violentas, além de
comparar os mangás com os quadrinhos ocidentais (Schodt refere-se mais
especificamente aos quadrinhos dos Estados Unidos que costumavam
sofrer autocensura desde a década de 1950). Vale lembrar que no Japão
existem vários estilos e tipos de mangá destinados a públicos diferentes e
idades diferentes.
Dica: Tem um site que eu gosto muito de ler mangá é:
By:Jenni